Entre a mobilidade e o poder

formas de organização política nos Impérios Huno, Ávaro e Mongol (séculos V–XIII)

Autores

  • Guilherme Lopes Marques Universidade Estadual de Goiás

DOI:

https://doi.org/10.55702/medievalis.v15i1.75400

Palavras-chave:

Impérios das estepes; Poder Político: História Medieval.

Resumo

O presente artigo tem por objetivo analisar as formas de organização política e o exercício do poder nos territórios dos chamados povos das estepes durante a Idade Média. Caracterizados por sua elevada mobilidade, esses povos ocuparam extensas áreas da Eurásia, deslocando-se entre a Ásia Central, a Europa Oriental e a Europa Central, desenvolvendo sistemas políticos distintos daqueles predominantes na Europa Ocidental. Nesse contexto, a pesquisa propõe uma análise comparativa de três importantes impérios das estepes: o Huno, o Ávaro e o Mongol, buscando compreender as diferentes formas de organização do poder, os mecanismos de governo e as estratégias de administração empregadas por essas sociedades. O recorte temporal delimita-se entre os séculos V e XIII, abrangendo desde a consolidação do poder huno na Europa até o auge do Império Mongol. A metodologia consiste em pesquisa bibliográfica de caráter comparativo, fundamentada em estudos especializados sobre a história dos povos das estepes. Entre as principais referências utilizadas destacam-se The Cambridge History of the Mongol Empire, organizada por Michal Biran e Hodong Kim, os escritos de Jordanes, os estudos de Michael Schmauder, além de outras obras dedicadas à história política da Eurásia medieval. Os resultados parciais da pesquisa indicam que os impérios das estepes desenvolveram formas próprias de organização política, baseadas em estruturas clânicas, relações de fidelidade e elevada mobilidade, distinguindo-se dos modelos políticos predominantes na Europa Ocidental. Tais características favoreceram a administração de vastos territórios e a rápida mobilização militar, evidenciando a existência de estruturas políticas complexas que desafiam interpretações tradicionais sobre as sociedades nômades da Idade Média.

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Publicado

2026-08-21

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Artigos