“ANARQUISMO DA SUBJETIVIDADE” DE SAUL NEWMAN

A SUBJETIVIDADE PÓS-ANARQUISTA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.59488/076

Resumo

A partir de um estudo teórico, analisa-se o conceito de subjetividade no pós-anarquismo de Saul Newman, em suas dimensões individual, coletiva e ontológica. Parte-se da crítica à subjetividade essencialista, característica dos anarquismos clássicos, influenciados pela moralidade e racionalidade típicas do humanismo iluminista. Por conseguinte, a subjetividade insurreta visa destruir prescrições essencialistas e inaugurar um vazio, a partir do qual o indivíduo reinventa a si mesmo em um devir criativo. Igualmente, a subjetividade coletiva radical, como agente da transformação social, destrona a natureza humana imaculada pelo poder com a pluralidade de perspectivas de ações diretas, horizontais e antiautoritárias. Por fim, as subjetividades individuais e coletivas dão ensejo à anarquia ontológica, marcada pela ausência de princípios e propósitos pré-determinados, que enseja a liberdade de autodeterminação dos indivíduos e coletivos. Faz-se a crítica à subjetividade pós-anarquista a partir de sua tendência ao subjetivismo, dos impasses morais de uma subjetividade autodisciplinada e da inclinação, contraditória, para uma ontologia essencialista.

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Biografia do Autor

Ricardo Mattos, Universidade de Taubaté

Doutor em Psicologia Social pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, instituição na qual concluiu seu pós-doutorado. Docente do curso de Psicologia da Universidade de Taubaté (UNITAU). Docente do Mestrado em Desenvolvimento Humano do Programa de Pós-Graduação da Universidade de Taubaté. Pesquisa as relações entre Psicologias e Anarquismos, em especial as propostas de Psicologias Anarquistas e subjetividades subversivas.

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Publicado

2025-09-28