A COLONIALIDADE DO SABER NA SOCIOLOGIA BRASILEIRA: EUROCENTRISMO, FREYRE E FERNANDES E A DEPENDÊNCIA EPISTEMOLÓGICA
DOI:
https://doi.org/10.59488/922Resumo
Este artigo analisa a manifestação da colonialidade do saber e das estruturas epistemológicas eurocêntricas na sociologia brasileira, tomando como estudo de caso as obras de Gilberto Freyre e Florestan Fernandes. Parte-se do conceito de "colonialidade do poder" de Aníbal Quijano para investigar como, mesmo em projetos intelectuais antagônicos, existe um diálogo com o cânone sociológico que, embora possa envolver elementos de subalternidade epistemológica, também comporta apropriações criativas, acomodações e subversões dessas teorias ao contexto brasileiro. O objetivo é examinar criticamente se esses usos constituem meramente dependência ou se revelam também estratégias autônomas de construção teórica. A metodologia consiste em análise bibliográfica e discussão teórica, confrontando as obras dos sociólogos com o quadro conceitual decolonial. Conclui-se que a sociologia brasileira, ao interpretar a realidade local através de epistemologias do Norte Global, não necessariamente reproduz inautenticidade, mas criou espaços de tensão que também desafiam, adaptam e ressignificam essas teorias; porém, a atual "economia do prestígio" acadêmico perpetua estruturas de validação desigual, exigindo reflexão crítica sobre as hierarquias invisíveis que orientam nossas escolhas teóricas.
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