Arà-Ìtan e a Encruzilhada que Habito:
O Corpo Negro como Ferramenta Pedagógica e Afetiva na Escola
DOI:
https://doi.org/10.58786/rbed.2026.v5.n9.73245Palavras-chave:
Arà-Ìtan, Blocos Afros, Dança na Escola, Decolonialidade, Pedagogia da EncruzilhadaResumo
Este artigo apresenta um relato de experiência sobre o Estágio Supervisionado III, no Colégio Estadual Paulo Freire, em Jequié/BA. O objetivo foi investigar como o meu corpo negro — reconhecido como Má-teus Alves, homem preto e gay — aliado à estética dos Blocos Afros, atua como ferramenta pedagógica decolonial. A metodologia baseia-se na pesquisa-ação, transpondo a teoria para o "chão da escola" através da Dança Afro-brasileira com turmas de Ensino Médio. A fundamentação cruza a Pedagogia da Encruzilhada (Luiz Rufino), a Pedagogia do Chão (Larissa Bonfim) e o conceito de Arà-Ìtan (Vânia Oliveira), compreendendo o corpo como arquivo de memória. Os resultados demonstram que a afirmação da minha identidade e a horizontalidade promovem a reexistência identitária dos discentes. Conclui-se que o estágio foi um movimento de cura e retorno, onde para mim afeto e a ancestralidade são imprescindíveis para a constituição de um novo marco civilizatório capaz de restituir a humanidade e transformar estruturas sociais.
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Referências
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