Arà-Ìtan e a Encruzilhada que Habito:

O Corpo Negro como Ferramenta Pedagógica e Afetiva na Escola

Autores

DOI:

https://doi.org/10.58786/rbed.2026.v5.n9.73245

Palavras-chave:

Arà-Ìtan, Blocos Afros, Dança na Escola, Decolonialidade, Pedagogia da Encruzilhada

Resumo

Este artigo apresenta um relato de experiência sobre o Estágio Supervisionado III, no Colégio Estadual Paulo Freire, em Jequié/BA. O objetivo foi investigar como o meu corpo negro — reconhecido como Má-teus Alves, homem preto e gay — aliado à estética dos Blocos Afros, atua como ferramenta pedagógica decolonial. A metodologia baseia-se na pesquisa-ação, transpondo a teoria para o "chão da escola" através da Dança Afro-brasileira com turmas de Ensino Médio. A fundamentação cruza a Pedagogia da Encruzilhada (Luiz Rufino), a Pedagogia do Chão (Larissa Bonfim) e o conceito de Arà-Ìtan (Vânia Oliveira), compreendendo o corpo como arquivo de memória. Os resultados demonstram que a afirmação da minha identidade e a horizontalidade promovem a reexistência identitária dos discentes. Conclui-se que o estágio foi um movimento de cura e retorno, onde para mim afeto e a ancestralidade são imprescindíveis para a constituição de um novo marco civilizatório capaz de restituir a humanidade e transformar estruturas sociais.

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Biografia do Autor

Mateus Souza Alves, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bahia, Brasil.

Graduando em Licenciatura em Dança, pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB). Possui formação técnica em Dança pela Escola de Dança da FUNCEB (2018–2022). Atuou como ator e multiplicador no Grupo de Pesquisa Teatral ArtFaces. Bailarino(a) do grupo BRISA e da Banda Macia Freire; coreógrafo(a) do grupo Aulão Show (Jequié). Experiência como professor(a) suplente nos Ballets Luciana Galvão e Tchu e Cia. Atua como diretor(a) de movimento na Cia. Assunta de Teatro e integrou o Balé Jovem de Salvador. Fundador e diretor da Má-teus Cia de Dança, grupo independente de dança e performance surgido no contexto universitário, que reúne artistas e pesquisadores interessados na produção de conhecimento em dança, com ênfase em relações raciais, ancestralidade, cultura e perspectivas afrodiaspóricas. Desenvolveu projetos culturais, como “Caligem” e “Caranguejo”, contemplados pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB/BA), e “Dá o Passo!”, aprovado pela Lei de Incentivo à Cultura Paulo Gustavo (BA).

Helena Rachel da Mota Araujo, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Bahia, Brasil.

Bióloga e doutora em Diversidade Animal. É professora Assistente do Departamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (Campus Jequié). Coordena o Núcleo de Estudos em Biodiversidade, Gênero e Interseccionalidade - Grupo Anaya, o Núcleo de Estudos da Natureza (NEN) e o Laboratório de Fisiologia Animal e Metabolismo Ambiental. Faz parte da Rede Kunhã Asé de Mulheres na Ciência (RKA) e é vinculada ao Programa de Pós-graduação em Relações Étnicas e Contemporaneidade (PPGREC). Suas áreas de atuação envolvem ensino de biologia e ciências, fisiologia e morfologia animal, ecofisiologia, metabolismo, alterações climáticas, racismo ambiental e disparidades de gênero e interseccionalidades.

Referências

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Publicado

2026-09-12

Como Citar

SOUZA ALVES, Mateus; DA MOTA ARAUJO, Helena Rachel. Arà-Ìtan e a Encruzilhada que Habito: : O Corpo Negro como Ferramenta Pedagógica e Afetiva na Escola. Revista Brasileira de Estudos em Dança, [S. l.], v. 5, n. 9, p. e040906, 2026. DOI: 10.58786/rbed.2026.v5.n9.73245. Disponível em: https://www.revistas.ufrj.br/index.php/rbed/article/view/73245. Acesso em: 13 set. 2026.