Mediação da Informação, consciência e revolução
notas introdutórias a um debate
DOI:
https://doi.org/10.47681/rca.v9i.65842Resumo
Trata-se de uma pesquisa exploratória feita unicamente pelo meio bibliográfico, tendo como base teórica o materialismo dialético, em especial sob a figura do marxismo-leninismo. Busca trabalhar os sentidos do trabalho bibliotecário mediador na direção do fomento de uma consciência crítica revolucionária, buscando dar corpo ao significado de “crítica” e o horizonte ao qual ela deve apontar dentro do trabalho nas bibliotecas. Trata da mediação cultural enquanto um ato de politização e da responsabilidade do mediador com esse quesito. Trabalha o significado de consciência crítica enquanto resultado da práxis, mostrando o teor revolucionário que ela possui na direção da superação do capitalismo e a construção de uma ordem proletária. Por fim, busca trazer aproximações com as limitações materiais das bibliotecas dentro das relações de produção em informação e cultura e os efeitos que isso causa na realização de uma mediação para consciência crítica. Conclui afirmando a necessidade de organização política dos bibliotecários, localizando o trabalhador bibliotecário dentro de seus deveres históricos com a classe trabalhadora, e a mediação enquanto uma arma da crítica. Constata que os sentidos e efeitos causados pelos atos de mediação não estão apartados de outras lutas do proletariado, sendo a situação da biblioteca um reflexo da luta de classes em curso.
Downloads
Referências
ALMEIDA, A. H. F. de. Entre estantes e armários: políticas culturais e demandas informacionais da população LGBTQIAP+ nas bibliotecas públicas de Recife. 2023. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2023. Disponível em: https://attena.ufpe.br/handle/123456789/49567. Acesso em: 25 jun. 2023.
ALMEIDA JUNIOR, O. F. Mediação da informação e múltiplas linguagens. Tendências da Pesquisa Brasileira em Ciência da Informação, v. 2, n. 1, 2009. Disponível em: https://brapci.inf.br/index.php/res/v/119300. Acesso em: 10 abr. 2023.
BAKHTIN, M. Para uma filosofia do ato responsável. 3. ed. São Paulo: Pedro & João, 2017. 160 p.
BEZERRA, A. C.; BELONI, A. Os sentidos de “crítica” nos estudos de competência em informação. Em Questão, Porto Alegre, v. 25, n. 2, p. 208- 228, maio/ago. 2019. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/EmQuestao/article/view/82243/0. Acesso em: 18 jun. 2023.
BEZERRA, A. C.; SCHNEIDER, M.; SALDANHA, G. S. Competência crítica em informação como crítica à competência em informação. Informação & Sociedade: estudos, João Pessoa, v. 29, n. 3, p. 5-22, jul./set. 2019. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/ies/article/view/47337. Acesso em: 07 jun. 2023.
BOGO, A. Organização política e política de quadros. São Paulo: Expressão Popular, 2011. 224 p.
CAVALCANTI, M. M. Contido: os discursos ainda permitidos, as condutas de censura e as implicações na atuação profissional do bibliotecário. 2022. Dissertação (Mestrado em Ciência da Informação) – Universidade Federal de Pernambuco, Recife, 2022. Disponível em: https://attena.ufpe.br/handle/123456789/46208. Acesso em: 25 jun. 2023.
EAGLETON, T. Ideologia: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 1997. 204 p.
FERNANDES, S. Pedagogia crítica como práxis marxista humanista: perspectivas sobre solidariedade, opressão e revolução. Educação & Sociedade, Campinas, v. 37, n. 135, p. 481-496, abr./jun. 2016. Disponível em: https://www.scielo.br/j/es/a/4vSnkJhLd4wMzJjNFDdfxLK/abstract/?lang=pt. Acesso em: 10 jun. 2023.
FLUSSER, V. A biblioteca como instrumento de ação cultural. Revista da Escola de Biblioteconomia da UFMG, Belo Horizonte, v. 12, n. 2, p. 145-169, set. 1983. Disponível em: https://brapci.inf.br/index.php/res/v/71176. Acesso em: 18 jun. 2023.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. 78. ed. Rio de Janeiro: Paz & Terra, 2021. 253 p.
LÊNIN, V. I. O que fazer?: questões candentes de nosso movimento. São Paulo: Boitempo, 2020. 222 p.
LIMA, C. de B. O bibliotecário como mediador cultural: concepções e desafios à sua formação. 2016. 183 f. Tese (Doutorado em Ciência da Informação) – Departamento de Biblioteconomia e Documentação. Universidade de São Paulo. São Paulo. 2016. Disponível em: https://teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27151/tde-26092016-145726/pt-br.php. Acesso em: 14 abr. 2023.
LÖWY, M. Ideologias e ciência social: elementos para uma análise marxista. 15. ed. São Paulo: Cortez, 2002. 112 p.
LÖWY, M. As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen: marxismo e positivismo na sociologia do conhecimento. 6. ed. São Paulo: Cortez, 1998. 220 p.
LUXEMBURGO, R. Reforma social ou revolução?. 2. ed. São Paulo: Global Editora, 1990. 124 p.
MARX, K. Contribuição à crítica da economia política. 2 ed. São Paulo: Expressão Popular, 2008. 288 p.
MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2010. 190 p.
MARX, K.; ENGELS, F. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007. 614 p.
MOTA, A. E. Questão social, pobreza e Serviço Social: em defesa da perspectiva crítica. In: GOMES, V. L. B.; VIEIRA, A. C. S.; NASCIMENTO, M. A. C. (org.). O avesso dos direitos: Amazônia e Nordeste em questão. Recife: Ed. Universitária UFPE, 2012. 23-42 p.
MILANESI, L. Biblioteca. 3. ed. São Paulo: Ateliê Editorial, 2013.
VOLÓCHINOV, V. Marxismo e filosofia da linguagem: problemas fundamentais do método sociológico na ciência da linguagem. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2018. 369 p.
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2024 Revista Conhecimento em Ação

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
