Arquivos como constructo teórico da pesquisa

desafios epistemológicos na produção do conhecimento científico

Autores

DOI:

https://doi.org/10.47681/rca.v11i.74016

Palavras-chave:

arquivo, constructo teórico da pesquisa, epistemologia, conhecimento científico, Biblioteca Digital de Teses e Dissertações

Resumo

Este estudo analisa a centralidade dos arquivos como constructo teórico na produção científica das Ciências Sociais Aplicadas no Brasil. Parte-se do pressuposto de que, para além de sua função como repositórios de documentos, os arquivos constituem dispositivos de produção de evidências empíricas e construção do conhecimento. O objetivo geral desta investigação é analisar a centralidade dos arquivos, sob o prisma metodológico, nas teses brasileiras defendidas nesse campo entre os anos de 2020 e 2023. A pesquisa analisou teses de doutorado defendidas entre 2020 e 2023, período que contempla produções científicas recentes e cujos registros encontram-se suficientemente consolidados na Biblioteca Digital de Teses e Dissertações, favorecendo a obtenção de um corpus representativo e consistente para a investigação. A pesquisa adota abordagem quali-quantitativa, com base na análise de 178 resumos de teses de doutorado disponíveis na referida Biblioteca. Os resultados indicam uma presença recorrente de documentos arquivísticos como estratégia de coleta e análise de dados. Contudo, observa-se que, embora amplamente utilizados, os arquivos raramente são explicitados como constructo teórico da pesquisa, permanecendo, em muitos casos, restritos à condição de fonte documental. Conclui-se que há uma lacuna na sistematização do arquivo como procedimento metodológico, o que reforça a necessidade de seu reconhecimento como componente estruturante na produção científica contemporânea.

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Biografia do Autor

Manuela Eugênio Maia, Universidade Estadual da Paraíba

Doutora em Ciência da Informação, mestra em Educação e graduada em Biblioteconomia e Pedagogia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora Associada do curso de Arquivologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Documentos e Governança Arquivística (PPGDARQ) - Curso de Mestrado Profissional Associado - UEPB/UFPB.

Jacqueline Echeverría Barrancos, Universidade Estadual da Paraíba

Doutora, mestra e graduada em Administração pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Professora Associada do curso de Arquivologia da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e do Programa de Pós-Graduação em Gestão de Documentos e Governança Arquivística (PPGDARQ) - Curso de Mestrado Profissional Associado - UEPB/UFPB.

Raissa Kelly Marinho dos Santos, Universidade Federal do Tocantins

Mestra em Gestão de Documentos e Governança Arquivística pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Especialista em Documentação Audiovisual pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). Graduada em Arquivologia pela UEPB. Arquivista da UFT.

Brígida Passos Almeida da Nóbrega, Universidade Estadual da Paraíba

Mestranda em Gestão de Documentos e Governança Arquivística pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Especialista em Direito Administrativo pela União Brasileira de Faculdades (UNIBF). Graduada em Direito pelo Instituto de Educação Superior da Paraíba (Iesp). É servidora pública vinculada à Coordenadoria de Tecnologia da Informação e Comunicação da UEPB.

Gardênia da Silva Souza, Universidade Estadual da Paraíba

Mestranda em Gestão de Documentos e Governança Arquivística pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Especialista em Educação Empreendedora 5.0 pela Faculdade Sebrae/SP, em Gestão em Educação pela Faculdade de Patrocínio e em Moda e Mercado pela Faculdade Senai/PB. Graduada em Design de Moda pelo Centro Universitário de João Pessoa (Unipê). É instrutora educacional técnico do Senai/PB.

Emanuela Tavares Cysneiros de Oliveira, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Mestra em Gestão de Documentos e Governança Arquivística pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Especialista em Gestão de pessoas pela Universidade da Amazônia (Ufam) e em Docência do Ensino Superior pela Faculdade de Minas (Facuminas). Graduada em Secretariado Executivo Bilíngue pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e em Administração pelo Instituto Federal da Paraíba (IFPB).  Professora nas áreas de Gestão e Administração pelo Senac e Senai PB e tutora a distância do curso Técnico em Secretariado Executivo do Cejapro.

Elizângela de Souza Andrade, Universidade Estadual da Paraíba

Mestranda em Gestão de Documentos e Governança Arquivística pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Especialista em Gestão educacional e em Psicologia organizacional pelo Instituto de Especialização Profissional (IEP). Bacharela em Administração pela Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) e tecnóloga em Secretariado pela Universidade Cruzeiro do Sul. É instrutora técnica no Senai e Senac PB.

Denize de Oliveira Borges, Universidade Estadual da Paraíba

Mestranda em Gestão de Documentos e Governança Arquivística pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Especialista em Gestão em Administração Pública pela UEPB e em Educação Inclusiva pela Faculdade Integradas de Patos (FIP). Graduada em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Servidora Pública Estadual na Fundação Desenvolvimento da Criança e do Adolescente "Alice de Almeida" (Fundac).

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Publicado

14-09-2026

Como Citar

Maia, M. E., Barrancos, J. E., Santos, R. K. M. dos, Nóbrega, B. P. A. da, Souza, G. da S., Oliveira, E. T. C. de, … Borges, D. de O. (2026). Arquivos como constructo teórico da pesquisa: desafios epistemológicos na produção do conhecimento científico. Revista Conhecimento Em Ação, 11, e74016. https://doi.org/10.47681/rca.v11i.74016

Edição

Seção

Artigos de Revisão