DA COSMOFOBIA COLONIAL A NOVAS SIGNIFICAÇÕES E ENVOLVIMENTOS COM A EXISTÊNCIA

Autores

  • Pedro Poeta PROPED UERJ

DOI:

https://doi.org/10.59488/0241

Resumo

O conceito de cosmofobia, cunhado por Antônio Bispo dos Santos, o quilombola Nego Bispo, é um precedente fundamental para concebermos a cosmoperspectiva colonial que até hoje reverbera em nossa sociedade latino-americana. Questões ambientais, raciais, sociais, religiosas, de gênero e outras são atravessadas pela cosmofobia como percepção do mundo e da realidade. Para o autor, a cosmofobia tem um princípio na passagem chamada A Queda do Homem, do livro bíblico Gênesis, a partir do pecado original, que problematizamos e ressignificamos neste texto. Nossa metodologia busca manter a lealdade aos princípios de Nego Bispo, que recusa o método do desenvolvimento, escolhendo o envolvimento, recusando o começo-meio-fim, buscando um começo-meio-começo. Neste texto aprofundamos nas problemáticas que a cosmofobia traz para nossos tempos, disputando o terreno dos símbolos e significados da existência na fronteira da escrita acadêmica com as necessidades poéticas de disputa de significados com o livro Gênesis, buscando fortalecer dentro do campo acadêmico a luta contracolonial de Nego Bispo.  

 

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Biografia do Autor

Pedro Poeta, PROPED UERJ

Pedro Poeta, graduado em filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro e mestre em educação pelo Programa de Pós Graduação em Educação da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, compondo o Núcleo de Estudos de Filosofias e Infâncias NEFI UERJ. Como educador e elaborador de projetos culturais para escolas públicas é responsável pela criação dos projetos Imersão Filosófica, Academia da Poesia e Pensadores Cariocas. Como poeta lançou seu livro Poesia Nossa de Cada Dia- Alimentos Poéticos para Inspirar o Cotidiano em 2025.

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Publicado

2026-04-21