PENSANDO A LINGUAGEM POR MEIO DA OBRA FANONIANA

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DOI:

https://doi.org/10.59488/9098

Resumo

A partir das obras de Frantz Fanon é notório o papel de poder da linguagem ao ser levado em consideração as relações entre colonizadores e colonizados em suas percepções sobre o poder de formação na estrutura colonialista. Todavia, tais relações coloniais não são exclusivas dos contextos em que Fanon viveu ou que buscou delimitar em seus textos, ou seja, houve um projeto colonial para a elaboração da linguagem colonizadora como estrutura de poder em cada colônia, a nível global. O plano de colonização foi empreendido majoritariamente pelos europeus em relação aos não europeus; tais estratégias imperialistas fortaleceram inúmeros países da Europa em sua dominação. O objetivo deste estudo, portanto, é refletir sobre os elementos da linguagem verbal que são descritas na obra fanoniana, traçando uma linha que coloca, de um lado, os colonizados e, do outro, os colonizadores. Fanon nos diz que “falar é existir para o outro”, ou seja, negar uma fala nativa ou impor uma linguagem sobre um determinado grupo é basear-se no processo de colonização, que não só se dá na dimensão própria da linguagem, mas também no seu simbólico, no seu imaginário, forçando uma cultura exterior ao interior do colonizado. Portanto, este estudo visa delimitar alguns caminhos para se pensar a linguagem por meio de Fanon como uma possibilidade de análise histórica. 

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Biografia do Autor

Hiasmim Silva, Universidade Federal do Espírito Santo

Graduada em História e mestranda em História pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) com Bolsa FAPES. Integra o Laboratório de Teoria da História e História da Historiografia (LETHIS - UFES) e faz parte do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Educação e Filosofia (NEPEFIL-UFES). Compõe, também, o projeto de extensão ARÁKORIN. E-mail: hiasmim.hist@gmail.com. ORCID: https://orcid.org/0009-0009-1608-5399. Lattes: http://lattes.cnpq.br/6223067377250873.

Vitor Reis

Historiador e mestre em educação formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), pai da Nzinga, capoeirista, abian na nação Ketu, produtor de instrumentos com foco no berimbau e caxixi. Faço parte de dois conselhos municipais na cidade de Serra, o COMPPIR ( Conselho Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial) e o COMSOD ( Conselho Municipal Sobre Drogas). Coordenador de políticas de povos e comunidades tradicionais na Federação Espírito Santense de Cultura e Povos Tradicionais de Matriz Africana. Coordenador e professor de história voluntário no Cursinho Popular Risoflora. Produtor cultural no Original Graffiti Espírito Santo (ORIGRAFFES) e pesquisador no grupo de estudos LitERÊtura.Um mero curioso sobre a mandiga das folhas!

Débora Araujo , Universidade Federal do Espírito Santo

Professora de Educação das Relações Étnico-raciais na Universidade Federal do Espírito Santo, além de docente do PPGPE e PPGE-Ufes. Coordena o LitERÊtura - Grupo de estudos e pesquisas em diversidade étnico-racial, literatura infantil e demais produtos culturais para as infâncias.

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Publicado

2026-08-22