A intervenção formativa e a aprendizagem expansiva no desenvolvimento de um novo currículo em uma faculdade de medicina

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Daniela Vilas Bôas
Marcelo Capilheira
Adriane Cenci

Resumo

RESUMO


Esse estudo foi o resultado de uma intervenção formativa realizada com um grupo de professores, coordenação e direção da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pelotas para, coletivamente, refletir, desenvolver e implementar um novo currículo para o Curso de Medicina. A intervenção foi planejada com o suporte no modelo do Laboratório de Mudança (ENGESTRÖM, 2007, 2011; VIRKKUNEN, NEWNHAM, 2013), sendo realizados 10 encontros de 2 horas de duração (de Maio a Julho de 2015). Como artefatos mediadores, que dessem suporte às discussões para desenvolvimento do novo currículo, foram trazidos dados sobre avaliações do Curso, modelos para visualizar a organização do Curso, conceitos sobre currículo e sobre ensino e aprendizagem fundamentados em Vygotsky, além de perguntas para levar os participantes a pensar coletivamente. Os dados foram analisados a partir da perspectiva da aprendizagem expansiva (ENGESTRÖM, 1987, 1999, 2002), buscando compreender o movimento de aprendizagem do grupo. Ao final da intervenção e nos três anos que a seguiram, as principais mudanças observadas foram: a proposta de um novo currículo em 2017; o corpo docente passou a buscar aprimoramento pedagógico; reformulação de disciplinas; aproximação entre as disciplinas básicas do curso; maior e melhor participação dos professores nos espaços de discussão da Faculdade; desenvolvimento, por alguns professores, de pesquisas com foco em educação médica; e a realização de uma avaliação do Curso tipo OSCE (Organized Structured Clinical Examination). A intervenção foi importante para as pessoas se reconhecerem como professores, se percebeu deslocamento do papel Médico/Professor para o de Professor/Médico. 


 



  • Palavras-Chave: Intervenção formativa; Laboratório de Mudanças; Aprendizagem Expansiva; Educação Médica.

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