INTERSECCIONALIDADE E INVISIBILIDADE: UM MAPEAMENTO DAS PESQUISAS SOBRE MULHERES NEGRAS SURDAS
DOI :
https://doi.org/10.59488/6311Résumé
Este artigo mapeia e analisa a produção acadêmica brasileira sobre mulheres negras surdas por meio de um estudo do tipo Estado da Arte. Fundamentada no Materialismo Histórico Dialético e na interseccionalidade, a pesquisa qualitativa identificou cinco dissertações, uma tese e três artigos científicos nos portais da Capes. O estudo evidencia que a produção é escassa e fragmentada, refletindo limites epistemológicos que silenciam as experiências desse grupo na intersecção de raça, gênero e surdez. Os resultados apontam que o racismo, o sexismo e o ouvintismo operam de forma articulada, gerando invisibilidade e subalternidade. No entanto, emergem práticas contra-hegemônicas significativas, como a escrevivência sinalizada e a literatura negra surda, que posicionam essas mulheres como sujeitos políticos e epistêmicos. Conclui-se que a superação da hegemonia acadêmica exige uma agenda de investigação comprometida com a emancipação humana e o reconhecimento integral das identidades múltiplas das mulheres negras surdas.
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© Andreia Tavares 2026

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