DO INVENTÁRIO À MESA

CIRCULAÇÕES, HIBRIDISMOS E DISTINÇÃO ALIMENTAR NO IMPÉRIO LUSO-BRASILEIRO (1760–1821)

Autores

  • Lucas Onorato Braga UFES
  • Fernando Santa Clara Viana Junior UFBA

Resumo

O artigo analisa as transformações nas práticas alimentares no eixo Portugal-Brasil entre o final do século XVIII e o início do XIX, sob a ótica da História Comparada e das circulações. Investiga-se o trânsito entre o utilitarismo científico da História Natural, personificado no programa de Domingos Vandelli, e o consumo de distinção estabelecido com a transferência da Corte joanina para o Rio de Janeiro em 1808. Através do cruzamento de tratados científicos, memórias econômicas e relatos de viajantes, o trabalho discute como ingredientes e técnicas foram apropriados e hibridizados. Argumenta-se que o alimento transitou de objeto de conhecimento e exploração econômica para instrumento de distinção social, constituindo um campo privilegiado para compreender a constituição de saberes e a formação de hierarquias no império luso-brasileiro. Evidencia-se assim como a mesa joanina se tornou um espaço de tensão e encontro, no qual fluxos científicos, mercantis e culturais convergiram para conformar uma cultura alimentar moderna.

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Publicado

31-10-2026

Como Citar

Onorato Braga, L., & Santa Clara Viana Junior, F. (2026). DO INVENTÁRIO À MESA: CIRCULAÇÕES, HIBRIDISMOS E DISTINÇÃO ALIMENTAR NO IMPÉRIO LUSO-BRASILEIRO (1760–1821). Revista De História Comparada, 20(1). Recuperado de https://www.revistas.ufrj.br/index.php/RevistaHistoriaComparada/article/view/73568