ENTRE POMME E CULLEN

TRANSIÇÃO PARA MEDICINA NERVOSA E ALIMENTAÇÃO TERAPÊUTICA NAS DOENÇAS FEMININAS DO SÉCULO XVIII

Autores

Resumo

 O artigo analisa as relações entre alimentação, terapêutica e teoria médica em tratados dedicados às doenças femininas no final do século XVIII, particularmente à histeria. A partir das obras de Pierre Pomme (Traité des affections vaporeuses des deux sexes, 1760) e William Cullen (First lines of the practice of physic, 1785) examina-se a transição entre explicações hipocrático-humorais e modelos centrados no sistema nervoso, enfatizando o papel da alimentação na medicina nervosa setecentista. Caldos, tisanas, leites, águas vegetais e regimes moderados aparecem como instrumentos terapêuticos voltados à regulação da sensibilidade e da excitabilidade nervosa. O estudo mobiliza ainda o Jornal Encyclopedico (1789), evidenciando a circulação dessas concepções no espaço luso-português. Argumenta-se que os regimes alimentares ultrapassavam a dimensão fisiológica, articulando-se à normatização das emoções e da feminilidade por meio da disciplina cotidiana do corpo.

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Biografia do Autor

Pablo Gatt, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutor em História Social das Relações Políticas - UFES/UPorto. Professor do Departamento de História - UFES.

Anny Mazioli, Universidade Federal do Espírito Santo

Doutoranda em História em regime de cotutela entre o Programa de Pós-Graduação em História da
Universidade Federal do Espírito Santo e a Universidade de Coimbra. Contato: anny.mazioli@gmail.com.
Orcid: https://orcid.org/0000-0

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Publicado

31-10-2026

Como Citar

Gatt, P., & Mazioli, A. (2026). ENTRE POMME E CULLEN: TRANSIÇÃO PARA MEDICINA NERVOSA E ALIMENTAÇÃO TERAPÊUTICA NAS DOENÇAS FEMININAS DO SÉCULO XVIII. Revista De História Comparada, 20(1). Recuperado de https://www.revistas.ufrj.br/index.php/RevistaHistoriaComparada/article/view/74791