DO AKARA AFRICANO AO ACARAJÉ BRASILEIRO

UMA ANÁLISE COMPARADA DAS PERMANÊNCIAS E RESSIGNIFICAÇÕES CULTURAIS NO MUNDO ATLÂNTICO

Autores

  • Leonor Franco de Araujo Universidade Federal do Espiríto Santo

Resumo

O presente artigo analisa o percurso histórico do acarajé a partir da perspectiva da História Comparada, estabelecendo relações entre suas origens na África Ocidental e sua ressignificação no contexto brasileiro. O estudo investiga os processos de circulação de saberes alimentares entre África e Brasil, enfatizando as permanências, transformações e adaptações culturais ocorridas no contexto da diáspora africana. Por meio de pesquisa bibliográfica de natureza qualitativa, fundamentada em autores da História da África, dos Estudos Afrodiaspóricos, da História da Alimentação e da Cultura Afro-Brasileira, busca-se compreender como o akara africano foi recriado no Brasil, transformando-se em um importante símbolo da identidade afro-brasileira. A análise evidencia que o acarajé ultrapassa sua função alimentar, constituindo-se como patrimônio cultural, elemento religioso vinculado às tradições de matriz africana, instrumento de resistência cultural e marcador identitário das populações negras. O estudo destaca ainda o papel histórico das mulheres negras na preservação e transmissão desses saberes ancestrais. Conclui-se que a trajetória do acarajé revela importantes conexões históricas entre África e Brasil, demonstrando como práticas culturais africanas foram preservadas e ressignificadas no mundo atlântico, tornando-se expressões vivas de ancestralidade, memória e resistência.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Downloads

Publicado

31-10-2026

Como Citar

Franco de Araujo, L. (2026). DO AKARA AFRICANO AO ACARAJÉ BRASILEIRO: UMA ANÁLISE COMPARADA DAS PERMANÊNCIAS E RESSIGNIFICAÇÕES CULTURAIS NO MUNDO ATLÂNTICO. Revista De História Comparada, 20(1). Recuperado de https://www.revistas.ufrj.br/index.php/RevistaHistoriaComparada/article/view/74889