Samba, Beija-Flor e educação para as relações étnico-raciais
Palavras-chave:
Samba, Carnaval, Educação, Relações étnico-raciais, Beija-FlorResumo
O presente artigo analisa o samba como manifestação cultural, política e pedagógica, com ênfase na trajetória da escola de samba Beija-Flor de Nilópolis e suas interlocuções com a educação de jovens e crianças para as relações étnico-raciais. O objetivo discutir de que modo os saberes produzidos no âmbito do carnaval e do samba-enredo contribuem para a valorização da história e da cultura afro-brasileira e indígena, em consonância com a educação antirracista. A metodologia adotada de caráter qualitativo, baseada em revisão bibliográfica, análise documental de enredos da Beija-Flor e diálogo com estudos sobre educação das relações étnico-raciais e pedagogias de matrizes africana e indígena. Os resultados indicam que a Beija-Flor construiu, ao longo de sua história, uma narrativa estética e política comprometida com a memória negra, com a crítica social e com a pedagogia do pertencimento, mobilizando temas como ancestralidade africana, religiões de matriz africana, resistência cultural e denúncia do racismo estrutural, mas não teve muita interlocução com os saberes produzidos pelos povos originários. Conclui-se que o samba e o carnaval, quando reconhecidos como espaços de produção de conhecimento, constituem importantes dispositivos educativos, capazes de dialogar com a educação formal da escola e ampliar as práticas pedagógicas voltadas formação crítica, sensível e cidadã de crianças e jovens.
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Publicado
2026-03-08
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Bloco na Rua: Artigos
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