O trágico em Penteu, de Fernando Santoro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.25187/codex.v14i1.66613

Palavras-chave:

Dioniso, Penteu, Teatro das Ideias Vivas, Saberes Ancestrais

Resumo

Este ensaio busca refletir sobre a tragédia Penteu de Fernando Santoro. Construída a partir de um dos fragmentos da obra homônima de Ésquilo, tem como principais características a recepção e transformação do rito dionisíaco do sparagmós e, sobretudo, o hibridismo de épocas e culturas. De modo poético e filosófico, elementos do teatro grego, das tradições sapienciais de origem dionisíaca e nagô e elementos da cultura carioca se entrelaçam, mas sem gerar dicotomias e/ou hierarquias de uma cultura/tradição sobre a outra. O dramaturgo tanto reatualiza quanto ritualiza o drama trágico da mãe que sacrifica o próprio filho e, através do lúdico, convida a uma experiência filosófica. Problemas contemporâneos como regimes políticos totalitários, preconceitos em relação à alteridade, apagamento e/ou silenciamento de vozes femininas, intolerância religiosa, dentre outros, são colocados em cena. E convidam o espectador a uma experiência baco-exuzíaca.

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Biografia do Autor

Verônica Costa, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Doutora em Teoria da Literatura pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pós-doutoranda em Filosofia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (Programa de Pós-Graduação em Filosofia). 

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Publicado

2026-08-11

Como Citar

Costa, V. (2026). O trágico em Penteu, de Fernando Santoro. CODEX - Revista De Estudos Clássicos, 14(1), e1412607. https://doi.org/10.25187/codex.v14i1.66613

Edição

Seção

Depoimentos